Brasil defenderá repartição de benefícios na COP-10

Como líder do grupo dos países megadiversos (17 nações que detêm a maior taxa de biodiversidade do mundo), o Brasil defenderá a implementação dos compromissos firmados entre as nações para conter a perda de biodiversidade e a extinção de espécies biológicas. Apesar de nenhum país signatário ter conseguido alcançar as metas propostas em 2002 pela CDB, de acordo com o relatório GBO3 do Pnuma, o Brasil foi o que mais criou áreas protegidas nos últimos oito anos, cerca de 75% dos territórios de conservação em todo o planeta.

O País tentará aprovar três itens prioritários na COP-10: a criação de um regime internacional de acesso e repartição de benefícios derivados do uso dos recursos genéticos, decisivo no combate à biopirataria; o novo plano estratégico global da CDB para os próximos dez anos – que vai definir novas metas globais de proteção e preservação da biodiversidade até 2020; e os recursos financeiros para investimentos em projetos ligados à biodiversidade.

De acordo com o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Bráulio Dias, estabelecer intenções comuns é importante, mas é inútil aprovar objetivos se não existirem meios necessários para a implementação de ações concretas. As iniciativas dependem de recursos financeiros direcionados a ações como capacitação técnica e transferência de tecnologia.

Em relação ao novo plano estratégico global da CDB para 2020, Dias avalia que as metas devem ser mais específicas, e que todos os setores envolvidos na economia das nações signatárias devem se engajar para alcançar as finalidades propostas. Entre os objetivos estão incluídos a promoção do uso sustentável da diversidade biológica, a ampliação de áreas protegidas, a repartição de benefícios e os recursos financeiros necessários para sustar a crescente perda de biodiversidade.

De acordo com Dias, temas ligados à biodiversidade devem extrapolar o protagonismo da área ambiental, já que os setores que destroem os recursos naturais são ligados à economia, como a agricultura, infraestrutura e energia. O secretário defende o engajamento e comprometimento de todos os atores econômicos e sociais, além da mudança de práticas para que a perda da biodiversidade possa ser interrompida.

Fonte: Ascom – MMA

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Sobre Liliane Castro

"O que eu faço, é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor." (Madre Teresa de Calcutá) Ficarei uns dias sem postar, devido a preparação e defesa de TCC na Universidade...
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